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POEMA ILUMINADO
O que importa a variedade do relâmpago
enquanto o pássaro assustado
busca na selva
a sombria cumplicidade do musgo?
Uma fábula convencida e a dúvida
alterando o tato do que desde sempre arde.
A luz segue sua marcha entre sombras ceifadas.
Variável ou constante é
senhora justiceira de trevas.
O que seria sem luz
o olho tatuado na palma de uma mão?
O que seria dos lábios que buscam às cegas
a umidade de outra boca,
a pele polida do estremecimento
e o latejo profundo que ilumina
(luz que não é luz)
a glória desde a entranha?
O fogo crepita e se retorce.
A fagulha entre duas pedras
ainda intimida o bramido dos séculos.
o tempo passa sobre cinzas
onde o tição persiste
iluminando.
traduccion: Floriano Martins
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